Neste artigo 5 partes
Você coloca R$ 30 por dia num anúncio. Chegam mensagens, algumas viram cliente e muitas não dão em nada. E o Meta, que é a empresa dona do Facebook e do Instagram, continua mandando gente do mesmo jeito, sem aprender com nada disso.
O motivo é simples. Ninguém contou pra ele quem virou cliente.
É aqui que entram duas palavras que assustam muito dono de negócio, o pixel e a API de Conversões, que o pessoal de anúncio chama de CAPI. Vou explicar as duas sem nenhum termo técnico a mais do que o necessário.
O anúncio é um bumerangue
Pensa no anúncio como um bumerangue. Você joga ele pro mundo, ele passa por um monte de gente, e uma parte volta pra você em forma de mensagem, visita ou venda.
Só que o bumerangue do Meta tem uma vantagem, porque ele aprende com cada volta. Se você conta pra ele "olha, quem voltou e comprou foi essa pessoa aqui", da próxima vez ele mira em gente parecida.
O problema é que a maioria dos negócios joga o bumerangue e nunca conta nada. Aí o Meta aprende só com o que ele consegue ver sozinho, que é quem clicou ou quem mandou mensagem. E quem clica ou manda mensagem nem sempre é quem compra.
O pixel e a API de Conversões, um de cada vez
O pixel
O pixel é um pedacinho de código que fica no seu site. Ele funciona como um porteiro que anota quem entrou e o que fez lá dentro, se viu a página de preços, se preencheu o formulário ou se clicou no botão do WhatsApp.
Ele manda essas anotações pro Meta. Com isso, o Meta fica sabendo que tal anúncio trouxe uma pessoa que preencheu o formulário, e começa a procurar mais gente parecida.
O pixel tem dois limites. O primeiro é que ele só enxerga o que acontece no site, então se a sua venda acontece no WhatsApp, no balcão ou por telefone, o porteiro não vê. O segundo é que ele depende do navegador da pessoa, e bloqueador de anúncio ou configuração de privacidade no celular podem esconder a pessoa do porteiro.
A API de Conversões
A API de Conversões é outro caminho pra mandar a informação. Em vez do porteiro no site, é o seu sistema que avisa o Meta direto, tipo uma carta registrada que sai do seu escritório.
O seu sistema sabe coisas que o porteiro nunca vai saber. Ele sabe que a Ana, que chamou no WhatsApp na terça, veio na aula experimental no sábado e virou aluna na segunda. Com a API de Conversões, essa informação volta pro Meta.
E os dados da pessoa não vão abertos. Telefone e e-mail saem embaralhados num código, e o Meta só usa esse código pra comparar com as contas que ele já tem. É parecido com conferir duas impressões digitais sem precisar saber o nome de ninguém.
Pra negócio local, que vende quase tudo pelo WhatsApp, esse costuma ser o caminho que mais faz diferença, porque é ele que leva pro Meta o que aconteceu depois da conversa.
Um exemplo de academia
Vou usar números de exemplo, só pra você enxergar a ideia. Uma academia anuncia no Instagram, e o anúncio tem um botão que abre o WhatsApp.
Sem devolver nada, o Meta só sabe que 40 pessoas mandaram mensagem no mês, e pra ele todas valem igual. A menina que perguntou o preço e sumiu vale o mesmo que o senhor que fez aula experimental e fechou o plano anual. Então o Meta procura mais gente parecida com a média das 40, curiosos e decididos misturados.
Com a API de Conversões ligada no sistema da academia, a história muda. Quando o senhor fecha o plano, o sistema avisa o Meta que aquela conversa virou aluno. Com o tempo, o Meta passa a ter uma foto mais clara de quem compra de verdade e tenta mirar nesse perfil.
Repara que eu falei "tenta". Ninguém sério promete número aqui. O Meta precisa de uma quantidade de informação pra aprender, e cada negócio tem o seu ritmo. O que dá pra dizer é que, sem devolver nada, o Meta aprende com a pessoa errada.
O que você precisa ter antes
Ligar pixel e API de Conversões sem o resto arrumado adianta pouco. Antes, três coisas precisam estar no lugar.
- Saber quem é o seu cliente dos sonhos. Esse é o trabalho da Fundação, o pilar 1 da fábrica de vendas da UMIND. É ela que define quem você quer que o Meta procure. Sem isso, você ensina o Meta a achar qualquer um.
- Registrar o que acontece com cada lead. Lead é a pessoa que levantou a mão e mostrou interesse. Se ninguém anota quem veio na visita e quem fechou, não tem o que devolver ao Meta. Um CRM, que é a agenda organizada dos seus clientes e das conversas com eles, resolve isso.
- Ligar o envio antes da campanha. Primeiro o caminho da informação funcionando, depois a campanha no ar. Campanha nova com esse caminho desligado começa sem ter com quem aprender.
Tudo isso mora no Fluxo, o pilar que traz o lead até você. Fluxo é a diferença entre chuva e torneira. Chuva você não controla, e torneira você abre e regula. O pixel e a API de Conversões ajudam a regular essa torneira pra ela trazer gente mais parecida com quem compra.
O que fazer amanhã
Amanhã, faz duas perguntas pra quem cuida dos seus anúncios. A primeira é se o pixel tá instalado e funcionando no seu site. A segunda é se alguma informação de quem virou cliente volta pro Meta, e por qual caminho.
Se a resposta da segunda for "não" ou "não sei", você já descobriu por onde começar. E se ainda não tá claro quem é o cliente que você quer que o Meta procure, começa pelo manual do cliente ideal. Pra entender como tudo isso se encaixa no pilar que traz cliente, lê sobre o Fluxo.


